terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O Carro de Boi vai cantar

Em Matutina/MG:
IX Festival do Carro de Boi - XVII Agroindustria
22/07/2011 - Encontro e carga na Faz. Espinha (Anísio Boa Ventura)
23/07/2011 - Desfile até a cidade, com almoço no Trevo
Realização: Ascap-Associação de Carreiros do Alto Paranaíba, Prefeitura Municipal, e Sindicato Rural


Em Unaí / MG
XIV Festa da Moagem e do Carro de Boi
18/04/2011 - Saída da Comitiva da Faz. Cana Brava(Dirceu J. da Silva), encontrando com a comitiva Fala Verdade/Rural Minas/Mimoso, no Boqueirão (22/04), com destino a Faz. Curral Velho(Renildo), com chegada no dia 25/04.
25 e 26/04/2011 - Saída das Comitivas de Cabeceira Grande/MG, Cabeceiras/GO, Buritis/MG, Matutina/MG, Vazante/MG, Boa Vista, Papamel, Sabiá e região, com destino a Faz. Curral Velho, com chegada no dia 27/04/2011 - A confirmar
27/04/2011 - Pouso dos Carreiros na Faz. Curral Velho - A confirmar
28/04/2011 - Desfile até o Parque de Exposições, passando pelo centro da cidade. - A confirmar
Realização: Ascanor-Associação de Carreiros do Noroeste de Minas e Prefeitura Municipal


Em Cabeceiras/GO
III Festa da Moagem e do Carro de Boi
08/05/2011 - Saída da Comitiva da Faz. Curral Velho, com chegada em Cabeceiras no dia 12/05.No percurso haverá vários pousos, e integração das comitivas; Papa Mel, Boa Vista, Cabeceira Grande /MG, Saco Grande, Buritis/MG, dentre outras.
14/05/2011 - Desfile pela cidade

Em Vazante / MG
Mutirão da Cachoeira 2011
14/07/2011 - Carga dos Carros de Boi com milho, Missa, e Forró - Local: Roça de milho
15/07 e 16/07/2011: Viagem até a comunidade de Cachoeira-Recepção dos carreiros
Realização: ASCA- Associação de Carreiros da Cachoeira
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 Informaçoes: carrodeboi@carrodeboi.com.br

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O Homem inventou o monjolo, o carro de boi,etc

A tecnologia é uma extensão do corpo, uma melhoria do corpo. O corpo inventou a tecnologia para viver melhor, para sofrer menos, para fazer menos força... Por isso os homens inventaram os monjolos, os carros de boi....
Você não sabe o que é um monjolo. Nunca ouviu falar. Vou explicar. Tudo começou quando um homem percebeu que havia coisas duras demais para os nossos dentes. O milho maduro, que os dentes dos cavalos trituram sem dificuldade, se um homem tentar fazer como os cavalos fica desdentado. Aí o pensamento pensou um jeito de ajudar os dentes: transformar o milho em farinha. O pensamento pensou e teve a idéia de quebrar o grão com uma pedra. Funcionou. A pedra quebrou o milho mas o milho se espalhou por todos os lados e foi um trabalhão ajuntar tudo. Aí a inteligência pensou que, se o milho estivesse dentro de um buraco num pau, ele não se espalharia quando batido. Só que, para se bater no milho, no fundo de um buraco num pau, não era possível usar uma pedra. A inteligência pensou que o mesmo resultado da pedra podia ser obtido com um pau comprido que entrasse dentro do buraco. Assim foi inventado o pilão. Mas ficar batendo no milho com o pau dava uma canseira... Aí houve um homem, gênio maior que o de Einstein, que imaginou se não seria possível pôr a água para trabalhar para a gente... Ele conhecia o poder da água, dos seus banhos nas cachoeiras. O problema era: como transferir a força da água das cachoeiras para o pilão. E foi então que, num estalo de gênio, esse homem bolou uma máquina, o monjolo. Toda máquina é uma coisa que transfere a força de um lugar para outro. O monjolo se parece com uma gangorra: é um pau grosso que oscila sobre um eixo. Uma das pontas dessa gangorra, pau grosso, é cavada por um artesão, pode ser a machado, a fogo, a enxó, formando um buraco, um vazio, colher imensa. Na outra ponta, fincado na madeira da gangorra, está o pau do pilão. E, debaixo dele, o pilão onde se põe o milho. Como é que funciona? Essa máquina é construída debaixo de um cocho por onde a água corre. A água do cocho cai no buraco da colher. Quando a água enche o vazio, a gangorra se desequilibra pelo peso da água, e se inclina para o lado do peso maior. Mas, ao se inclinar, a água que enchia o vazio escorre. O vazio fica de novo vazio, leve. Novo desequilíbrio. A gangorra cai na direção da extremidade do monjolo onde está preso o pau do pilão. O pau grosso da gangorra, pesado, desce com força. e o pau do pilão bate no fundo do pilão, quebrando o milho... E assim o monjolo trabalha a noite toda, enquanto os homens dormem. Trabalhando, o monjolo canta uma música. Quando ele se levanta dá um gemido de dor; ai! E quando ele bate no fundo do pilão é como barulho de um bumbo: ai – bum, ai - bum, ai - bum. O "ai" é longo, lamentoso, sofrido. O "bum" é rápido e seco. Canta o monjolo noite e dia. O milho duro vira fubá macio. O fubá, no forno, vira bolo. Comer o bolo: que alegria!
Geme e canta o monjolo, fazendo música. Ao longe, canta um outro músico, o carro de boi! Vem carregado de lenha, carregado de milho... O carro de boi era uma alegria para a meninada. A gente corria atrás e subia nele, prá andar um pouquinho. Quem não tem automóvel anda de carro de boi. Era fácil subir. Andava muito devagar. Boi não corre. Quem corre é cavalo e até há os hipódromos, lugares onde acontecem corridas de cavalos. Mas nunca ouvi de corrida de bois. Há, na Espanha, um costume cruel e sangrento, que a bondade e a razão há muito deveriam ter abolido: as corridas de touros. Touradas. Aqueles touros correm e ai do toureiro que se distrair! Mas touro não é boi. Boi foi touro. O touro, fortíssimo, não serve prá puxar carro porque touro tem vontade própria. Ele faz com a sua força aquilo que ele quer. Os homens compreenderam que, para usar a força do touro era preciso tirar dele sua vontade. Os homens então castraram o touro, tiraram seus hormônios de macho que corria atrás das fêmeas. E os touros ficaram fortes e obedientes. Por isso eles andam tristes, olhando prá baixo. E os homens puseram a força do boi para puxar carro da mesma forma como puseram a força da água para bater o monjolo. Tecnologia é isso: usar uma força que não é nossa para realizar os desejos que são nossos.
Quando os homens sentiram que as mãos eram pequenas para carregar as coisas eles inventaram as cestas. Quando perceberam que as cestas eram pequenas para carregar muitas coisas inventaram o carro de boi. O carro é uma melhoria das mãos. Mas não só isso. Carregar uma cesta cheia cansa os braços. Cansa as pernas. Cansa os músculos. Carregando as coisas no carro o corpo descansa. Ao invés do corpo do homem, os corpos dos bois. Mas melhoria maior ainda para as pernas são as rodas. A roda foi uma das mais importantes descobertas da história dos homens. Quem será que inventou a roda? Como será que a idéia da roda apareceu na sua cabeça? A idéia aparece antes da invenção. O homem que fez a primeira roda foi um gênio de inteligência.
O carro de boi é guiado pelo carreiro que caminha ao lado dos bois. Na mão ele tem uma vara comprida com um prego na ponta: é o ferrão. Com o ferrão ele espeta o boi que está fazendo corpo mole, ou o boi que está indo na direção errada. E os bois obedecem. É impossível não obedecer as ordens da dor.
Quem não tem vontade própria fica à mercê do ferrão dos outros...
Mas o orgulho do carreiro está na música que o carro faz. Carro de boi é instrumento musical. A madeira do eixo, girando apertada na madeira do encaixe, produz um som contínuo, lamentoso, uivo de carpideira, um gemido sem fim. Quando o carro canta o carreiro sobe em cima, segura o ferrão na vertical como se fosse uma lança, e sorri, orgulhoso, como se fosse um músico dando um concerto.
Tenho saudade dessas músicas, a música do monjolo, a música do carro de boi. Dentro de mim elas continuam. E eu gostaria que ainda houvesse monjolos e carros de boi para que vocês, minhas netas, pudessem sentir o que eu sinto...
Rubem Alves - Crônicas

Aniversário Dirceu J. Da Silva

Como noticiamos anteriormente, o Carreiro e Girista, Dirceu José da Silva, fêz aniversário em 15/02/2010.Compareceram, além dos familiares, os amigos e carreiros de várias regiões de Minas, de Brasília, de Cabeceiras GO. A boa música sertaneja ficou a cargo dos amigos; Nadir de Paiva-Prefeito de Cabeceiras GO ( voz e poemas), Chiquinho Rocha(Viola e voz), Renildo(Violão e voz) .Por volta da meia noite chegou de surpresa o Chororó Unaí, com sua folia de reis. O churrasco ficou a cargo do genro Geraldinho.
O assunto predominante, por parte dos carreiros, foi o Carro de Boi. Como estavam presentes as lideranças de Associações de Carreiros de Matutina/MG,Vazante/MG,Unaí/MG, Cabeceiras/GO, Buritis/MG, aproveitaram para definir as datas de sua respectivas festas de Carro Boi. Informaremos estas datas em breve.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Aniversário do Carreiro Dirceu José da Silva

O Pecuarista, Girista e Carreiro, Dirceu José da Silva (Faz. Canabrava-Unaí/MG),faz aniversário no próximo dia 15/02/2011. Nós estaremos lá para lhe dar um abraço.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Revista da ABCZ N. 57, publica a matéria: O bom e velho Carro de Boi

A Revista da ABCZ, N. 57, publicou matéria sobre Carro de Boi. Clique nas imagens ou acesse www.abcz.org.br







Embrapa lança livro sobre a História da Agricultura no Brasil

A Embrapa lançou em 2010 o livro; História da Agricultura no Brasil. Para ilustrar a chegada dos bovinos e do Carro de Boi ao Brasil, os autores escolheram uma foto do Carro de Boi de Renildo Alves.
www.embrapa.br/liv


Festas de Carro de Boi 2011

Algumas festas e encontros de Carros de Boi em 2011 já estão sendo programadas, a saber;

1) - IX Festival do Carro de Boi - Matutina/MG - Julho
2) - XIV Festa da Moagem e do Carro de Boi - Unaí/MG - Abril
3) - 266 Romaria de Santo Antônio do Boqueirão - Unaí/MG - 13 Junho
4) - III Festa do Carro de Boi - Cabeceiras/GO - Maio
5) - V Encontro de Carro de Boi - Buritis/MG - Maio
6) - Mutirão do Carro de Boi Vazante/MG(Cachoeira) - Julho
7) - Carreata de Carros de Boi (Tião Leiteiro) - Patrocínio/MG-Junho
8) - Carreata de Carros de Boi - Guimarãnia/MG - Agosto
9) - Festa de Nossa Senhora de Aparecida - Distrito de Boa Vista-Unaí/MG- Outubro
10)- Festa de Nossa Senhora Aparecida - Distrito de Ruralminas - Unaí/MG - Outubro
11) - Festa da Moagem e do Carro de Boi - Distrito de Palmital- Cabeceira Grande/MG